Campinas/SP, Florianópolis/SC e Vitória/ES passam a estar entre as 15 Metrópoles do país

Grandes metrópoles do Brasil
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Campinas/SP, Florianópolis/SC e Vitória/ES passam a figurar entre as atuais 15 Metrópoles. Com a ascensão de Campinas/SP, única cidade com esse status que não é uma capital estadual, São Paulo se torna a primeira unidade da federação com duas Metrópoles.

Responsabilidades e riscos

( Em tempo de pandemia, as regiões metropolitanas, devem levar em conta mais que seu município em questão, apesar das cidades que compõem sua área metropolitana tomar as devidas precauções, a população, tem por razões diversas, faz uso do núcleo em questão. E se condição não for observada, o colapso é quase certo.)

São Paulo (Grande Metrópole Nacional), Brasília (Metrópole Nacional) e Rio de Janeiro (Metrópole Nacional) possuem a hierarquia mais elevada entre as cidades. Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA e Manaus (AM) completam o grupo das Metrópoles.

Entre as Capitais Regionais nos Estados, são 32 novas cidades nessa categoria, totalizando 97. O Estado de São Paulo apresentou o maior número absoluto, passando de 12 para 20 Capitais Regionais. Esse número é ainda maior quando se considera as Capitais Regionais sob influência da Metrópole de São Paulo/SP, que espraia sua rede para outros Estados, chegando a 26 Capitais Regionais em sua área.

Mato Grosso e Rondônia, que tinham apenas Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO) como Capitais Regionais, agora possuem mais duas cidades nesse nível, respectivamente, Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); e Cacoal (RO) e Ji-Paraná (RO). Goiás, que não possuía nenhuma, agora tem Anápolis (GO) como Capital Regional.

A pesquisa apresenta também um panorama da atratividade das cidades brasileiras que recebem pessoas residentes nos países vizinhos para acessar bens e serviços. Os temas que mais suscitaram relacionamentos entre cidades através das fronteiras são os deslocamentos para compras de calçados e vestuários, ligando 65 localidades estrangeiras ao Brasil. Outro fator de atração são as atividades culturais, que produziram padrões complexos de relacionamentos, com uma disseminação de ligações ao longo da fronteira brasileira desde o sul do Mato Grosso até o Rio Grande do Sul.

A pesquisa mostra também a distância a ser percorrida pela população de um determinado local para adquirir produtos e serviços em outras cidades. A ida a aeroportos proporciona a maior distância média de deslocamento, com 174 km. O estado que registrou o maior deslocamento médio foi Mato Grosso, com 284 km, seguido pelo Amazonas, com 273 km.

Para cursar ensino superior, a média de deslocamento foi de 92 km, enquanto para atividades culturais, a pesquisa mostra que a média foi de 66 km, a menor dentre todas as temáticas. São Paulo/SP é a cidade com maior centralidade para atividades culturais e esportivas, mas Parintins (AM) e os Arranjos Populacionais de Cabo Frio/RJ e Ribeirão Preto/SP chamam a atenção por possuírem a atração para cultura muito maior do que atração geral que exercem.

Já para serviços de saúde de alta complexidade, o deslocamento da população entre Cidades foi de 155 km, enquanto para serviços de saúde de média e baixa complexidade foi de 72 km.

O deslocamento médio da população para adquirir eletroeletrônicos e móveis foi de 73 km, número que se repete para a busca de atividades esportivas. O deslocamento médio para a aquisição de vestuário e calçados foi de 78 km. Os dados relativos aos serviços de saúde e de compras de vestuário e eletroeletrônicos foram antecipados em abril e maio, respectivamente, para auxiliar no combate à pandemia de Covid-19.

O estudo sobre as Regiões de Influência das Cidades (REGIC) 2018 identifica e analisa a rede urbana brasileira, estabelecendo a hierarquia dos centros urbanos e as regiões de influência das cidades. O resultado mostra a forma pela qual as cidades se relacionam entre si, através do deslocamento de pessoas em busca de bens e serviços, bem como pelas ligações entre sedes e filiais de empresas e instituições públicas multilocalizadas. A publicação completa e as tabelas de apoio abaixo.

As pessoas que vivem nas metrópoles são cosmopolitas

A REGIC 2018 apresenta os Arranjos Populacionais de Vitória/ES, Florianópolis/SC e Campinas/SP, a única não capital estadual, como novas Metrópoles do país. O Arranjo Populacional de São Paulo/SP segue sendo a Grande Metrópole Nacional, maior nível de hierarquia urbana. No segundo nível de Metrópoles estão os Arranjos Populacionais de Rio de Janeiro/RJ e Brasília/DF, como Metrópoles Nacionais. Já os Arranjos Populacionais de Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA e o município de Manaus (AM) completam a lista de Metrópoles.

O segundo nível são as Capitais Regionais, centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com alcance menor em termos de região de influência em comparação com as metrópoles. O número de cidades nesta lista subiu de 70 para 97. São três subdivisões: Capital Regional A, Capital Regional B e Capital Regional C.

Goiás, embora já contasse com a capital estadual como Metrópole em 2007, não possuía nenhuma Capital Regional à época, e agora tem Anápolis (GO), na categoria Capital Regional C. Tanto Mato Grosso como Rondônia possuíam apenas uma Capital Regional em 2007, Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), e agora, possuem além da capital estadual outras duas cidades nesta hierarquia: Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); Cacoal (RO) e Ji Paraná (RO), todas elas no nível hierárquico Capital Regional C.

As cidades consideradas na pesquisa podem ser tanto municípios isolados quanto conjuntos de municípios muito integrados, os Arranjos Populacionais (AP) – estes consistem em municípios com manchas urbanas contíguas ou que possuem forte movimento pendular para estudo e trabalho, com tamanha integração que justifica considerar como um só.

A pesquisa também mostra que cada centro urbano está contido na região de influência de uma outra Cidade, geralmente aquela mais acessada para se buscar bens e serviços. Todas as Cidades inseridas estão na região de influência de pelo menos uma das 15 Metrópoles. As Metrópoles de Recife/PE, Belo Horizonte/MG e São Paulo/SP são as que possuem maior número de Cidades incluídas em sua região de influência. As que abrangem maior área são as redes das Metrópoles Brasília/DF, Belém/PA e Manaus (AM).

Mapa 1 – Rede urbana – Brasil – 2018

No detalhe região de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte

Deslocamento internacional é a novidade da pesquisa

A REGIC 2018 apresenta também um panorama da atratividade das cidades brasileiras que recebem pessoas residentes nos países vizinhos para acessar bens e serviços. Os resultados apresentam a articulação internacional, em especial, dos 102 municípios que estão na faixa de fronteira.

Os resultados fornecem um panorama de como as cidades brasileiras se articulam internacionalmente nas relações de proximidade, mostrando que, em geral, sua influência ao fornecer bens e serviços é proporcional à distância a partir das fronteiras: conforme se adentra nos países vizinhos, o número de localidades relacionadas às cidades brasileiras decai. A quantidade de relacionamentos também é proporcional à densidade de ocupação, possuindo padrões mais complexos no Sul do país do que nas fronteiras do Centro-Oeste e do Norte.

Os temas que mais suscitaram relacionamentos entre cidades através das fronteiras são os deslocamentos para compras de calçados e vestuários, ligando 65 localidades estrangeiras ao Brasil, e as atividades culturais, que produziram padrões complexos de relacionamentos, com uma disseminação de ligações ao longo da fronteira brasileira desde o sul do Mato Grosso até o Rio Grande do Sul. Este fato é indicativo que a realização de festivais e eventos é um fator de atração de população, contribuindo para elevar a centralidade das cidades brasileiras que os realizam.

Aeroportos exigem o maior deslocamento médio da população

A pesquisa também aponta as distâncias médias dos deslocamentos quando a população precisa sair de sua cidade para buscar comércio ou serviços. Também mostra quais cidades têm centralidade definida por receberem mais deslocamentos para buscar cada tipo de bem ou serviço. São distâncias médias lineares, que não levam em conta as estradas, mas que servem para comparação entre as cidades.

O deslocamento para aeroportos suscitou a maior média: 174km. O estado que registrou o maior deslocamento médio foi Mato Grosso, com 284 km, seguido pelo Amazonas, com 273 km. Com menores deslocamentos estão justamente as unidades da federação de pequena área territorial, como Sergipe (74 km) e Alagoas (114 km). Há ainda um grupo de estados com médias relativamente baixas, entre 125 km e 146 km, correspondendo àqueles que possuem aeroportos mais bem-distribuídos em seu território, entre a capital e polos no interior. São eles: Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

Já as ligações rodoviárias e hidroviárias, sendo uma das maneiras de efetivação da rede urbana por realizar o transporte físico de pessoas, apresenta elevada capilaridade. Por esse motivo, gera as menores médias de deslocamento, sendo a média nacional de 75 km.

A pesquisa também aponta a grande difusão da procura por cursos de nível superior pelo Brasil, com diversas centralidades ocupando as primeiras classes com atração equivalente. O deslocamento médio foi de 92 km. Os Arranjos Populacionais de Belém/PA, Salvador/BA e Teresina/PI são as cidades com maior centralidade para ensino superior, enquanto os de Sobral/CE, Viçosa/MG e Santa Maria/RS destacam-se por possuírem atração para ensino superior muito maior do que atração que exercem para os demais temas.

Na busca para atividades culturais, que incluem shows, festas, festivais, cinemas, teatros e museus, a distância média nacional de deslocamentos foi a menor dentre todas as temáticas da REGIC 2018, sendo apenas de 67 km, o que mostra que essas atividades são encontradas tanto nas grandes cidades quanto nas que possuem centralidade de menor porte.

Já para atividades esportivas, as distâncias médias percorridas são um pouco mais longas: 73 km, sendo maiores nas Regiões Norte e Centro-Oeste (123 km e 103 km, respectivamente) e menores nas Regiões Sudeste e Nordeste (67 km e 61 km). São Paulo/SP é a cidade com maior centralidade para atividades culturais e esportivas, mas Parintins (AM) e os Arranjos Populacionais de Cabo Frio/RJ e Ribeirão Preto/SP chamam a atenção por possuírem a atração para cultura muito maior do que atração geral que exercem. Já para atividades esportivas, Porto Alegre/RS, Rio de Janeiro/RJ e Recife/PE tem atração para esportes muito superior à atração geral que exercem nos outros temas.

Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografia, Regiões de Influência das Cidades, 2018.
Notas:
1 – A questão 10 é uma adaptação da pesquisa Ligações Rodoviárias e Hidroviárias (LIGAÇÕES…, 2017) ao formato das nove questões do Módulo Principal, conforme descrito no capítulo Metodologia.
2 – A média nacional é calculada a partir de todas as ligações de primeira, segunda e terceira ordens existentes. Como o número de ligações varia por cidades, estados e grandes regiões, esta média não pode ser calculada a partir das médias de outros recortes. O mesmo vale para a média por Grande Região e para as médias estaduais.

Deslocamento para comércio e serviços de saúde

No que diz respeito ao deslocamento da população em busca de serviços de saúde, os dados foram antecipados no dia 07 de abril de 2020, para possibilitar que os órgãos competentes pudessem elaborar políticas públicas, planos e logística para enfrentar a pandemia da Covid-19.

Em média, a população percorre 72 km para atendimento de baixa e média complexidade, como consultas médicas e odontológicas, exames clínicos, serviços ortopédicos e radiológicos, fisioterapia e pequenas cirurgias, dentre outros atendimentos que não impliquem internação.

Manaus (AM) é a cidade que recebe pacientes que tiveram que percorrer as maiores distâncias, em média, 418 km para esse tipo de atendimento. Já Goiânia/GO atende pacientes do maior número de cidades, 115 no total. Santa Catarina (SC) é o único estado onde ocorrem deslocamentos médios inferiores a 40 km, os menores do país.

Já no que diz respeito à busca por tratamentos de alta complexidade, a população percorre, em média, 155 km. Esses tratamentos especializados são de alto custo e envolvem internação, cirurgias, exames (como ressonância magnética e tomografia) e tratamentos de câncer.

Os estados de Roraima e Amazonas apresentaram as maiores médias de deslocamento, 471 e 462 km, respectivamente, seguidas pelo Mato Grosso, com 370 km.

A menor média de deslocamento ocorreu no estado do Rio de Janeiro, com 67 km, onde Metrópole carioca divide a atratividade de pacientes com os Arranjos Populacionais de Campos de Goytacazes/RJ, Volta Redonda – Barra Mansa/RJ e o município de Itaperuna (RJ), além de cidades mineiras próximas do estado, como Muriaé (MG).

No comércio, os dados também foram antecipados no dia 07 de abril de 2020. O deslocamento médio para compra de vestuários e calçados foi de 78 km, mas mostrou padrões muito diferentes regionalmente. Enquanto na Região Norte, polarizada por Manaus (AM) e Belém/PA, as distâncias a serem percorridas para aquisição de vestuário e calçados, em média, superam os 160 km (com exceção de Tocantins, que segue a média de 85 km a 95 km dos estados vizinhos Maranhão, Piauí e Bahia); os deslocamentos nos estados da Região Sudeste e a maioria das unidades da federação das Regiões Sul e Nordeste ficam em torno de 50 km a 75 km. A maior média de deslocamentos ocorre no Amazonas, com 342 km, quase exclusivamente em direção à capital estadual. Já a menor é em Santa Catarina, onde a profusão de centralidades intermediárias existentes (Capitais Regionais, Centros Sub-Regionais e Centros de Zona) gerou um deslocamento linear médio de apenas 36 km. São Paulo/SP é a maior centralidade, mas Goiânia/GO, Caruaru (PE) e Feira de Santana (BA) destacam-se por possuírem atração para comércio de vestuário e calçados muito superior à atração geral que exercem.

Já no que diz respeito a compras de móveis e eletroeletrônicos, o deslocamento médio para outros centros urbanos foi menor que o para aquisição de vestuário e calçado: 73 km. O resultado é reflexo do comércio desses itens pela Internet. Como a pesquisa identifica os deslocamentos realizados fisicamente, houve predomínio das cidades de maior porte mais próximas do município de origem. No ranking, São Paulo (SP), possui a maior centralidade, mas Feira de Santana (BA) e Manaus (AM) também se destacam pois possuem atração para compra de móveis e eletroeletrônicos muito superior à atração geral que exercem. A REGIC 2018 também pesquisou a origem dos jornais impressos que circulavam nos municípios. Em 41% das cidades, a ausência de circulação de jornais impressos oriundos de outras cidades esteve entre as principais respostas. São Paulo/SP ocupou isoladamente a maior centralidade nesta temática, indicando que seus jornais são os mais difundidos pelo território.

Pesquisa também mostra deslocamento e atração das cidades na atividade agropecuária

A pesquisa também mostra o deslocamento e atração das cidades nas atividades de agropecuária. No resultado, destaca-se o protagonismo das cidades da Região Centro-Oeste e o papel da Metrópoles e Capitais Regionais na articulação do destino da produção agropecuária, através de centrais de abastecimento e outras formas de distribuição.

Para aquisição de insumos para produção, quem lidera o ranking de maior atratividade é São Paulo/SP, seguido por Rondonópolis (MT) e Sorriso (MT). E para aquisição de maquinários e implementos para produção agropecuária, quem aparece no topo é Goiânia/GO. São Paulo/SP e Rio Verde (GO) completam os três primeiros lugares.

A pesquisa também mostra as principais centralidades para assistência técnica para produção agropecuária. As capitais do Centro-Oeste se destacam: Sorriso (MT), Campo Grande (MS) e Goiânia/GO lideram. Já no quesito destino da produção agropecuária, os Arranjos Populacionais de São Paulo/SP, Porto Velho/RO e o município de Campo Grande (MS) são as três primeiras

Fonte IBGE

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