Fed apesar de indicar pausa, corta os juros pela terceira vez no ano

O FED altera os juros pela terceira vez

A decisão era amplamente esperada pelo mercado. A instituição indicou em seu comunicado que deve encerrar os cortes por enquanto.

Jerome Powell, presidente do Fed fala sobre decisão de cortar juros na quarta-feira, 30 de outubro de 2019.
Jerome Powell, presidente do Fed fala sobre decisão de cortar juros na quarta-feira, 30 de outubro de 2019.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (30) um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa referencial de juros, para a faixa entre 1,5% e 1,75%.

Oito membros do comitê foram a favor do corte e dois foram contra, por considerarem mais adequado a manutenção do cenário.

A decisão era amplamente esperada pelo mercado e marca o terceiro corte de juros do ano. O primeiro foi em julho e o segundo, em setembro. No ano passado, houve quatro anúncios de aumento.

Desta vez, a instituição indicou em comunicado que deve encerrar os cortes por enquanto ao retirar do texto a expressão “agir conforme o apropriado para sustentar a expansão econômica” e substituí-la por uma frase mais branda: “o comitê continuará monitorando as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas ao avaliar o caminho apropriado”.

O Fed citou no anúncio a boa situação do mercado de trabalho nos Estados Unidos e disse que a economia local vem crescendo num ritmo moderado. Disse ainda que o consumo das famílias se manteve forte.

A resiliência do consumidor norte-americano foi um dos responsáveis pelo resultado melhor do que o esperado no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, também divulgado nesta quarta. Apesar de ter caído no período, o PIB cresceu a uma taxa anualizada de 1,9% entre julho e setembro.

A recuperação das exportações ajudou a reduzir o temor de uma recessão recessão nos EUA, que vem aumentando à medida que a guerra comercial do governo de Donald Trump com a China afeta a confiança empresarial.

O investimento empresarial caiu a uma taxa de 3% no terceiro trimestre, contração mais acentuada em mais de três anos e meio, depois de cair 1% no trimestre anterior.

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