Governo Bolsonaro estuda implementar regras similares às de Trump para redes sociais

Governo Bolsonaro estuda implementar regras similares às de Trump para redes sociais
Networking Social

Presidente norte-americano assinou ordem para regular mídias sociais após Twitter direcionar usuários para artigos de notícias que verificaram o conteúdo de suas postagens

O governo federal estuda implementar normas similares às adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para restringir proteções legais para empresas de mídias sociais, como Twitter, Google e Facebook. O documento foi assinado pelo norte-americano nesta quinta-feira, 29, após receber advertências em suas publicações no Twitter.

Pelo seu perfil no Twitter, o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Filipe Martins, sinalizou o interesse da equipe de Jair Bolsonaro. “O governo brasileiro está estudando essa medida e buscará implementar, pelas vias cabíveis, normas similares para garantir a liberdade nas redes”, escreveu.

“O que está acontecendo com o Presidente Bolsonaro, internautas, resguardando as devidas proporções, sente há muito tempo. Inúmeras são as pessoas que por se alinharem ao presidente, tem suas contas bloqueadas sem mais nem menos, e muitas vezes nem sabem porque. A polícia twitteira, é ferrenha e implacável. As pessoas simplesmente no ar, e não tem a mínima chance de recorrer, apesar do faz de conta que podem reclamar. Um exemplo, o twitter @naoehmentira foi uma das vítimas destas ações.”

“Como dizia o matuto tem que entender o ambiente: Tem gente que chega e quer pôr ordem na zona.” A liberdade de expressão é fundamental, o povo não entende o rebuscado da corte, e nem por isto quer prender, talvez por outras coisas.

Em sua postagem, o assessor afirma que as empresas de mídias sociais não devem interferir no debate político de cada país, “que deve ser livre e espontâneo”. “As redes sociais são serviços de utilidade pública e, desta forma, devem pautar sua atuação no respeito às liberdades fundamentais, à privacidade de seus usuários.”

Ao assinar a ordem executiva para regular redes sociais, Trump definiu as medidas como “uma tentativa de eliminar o viés político” por parte das maiores plataformas da mídia social do País. A assinatura ocorreu dias depois de o Twitter direcionar usuários para artigos de notícias que verificaram o conteúdo das postagens do presidente. Segundo ele, a medida foi uma forma de “censura”.

No Brasil, a medida foi defendida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. “Inspiração para o Brasil”, escreveu.

No tuíte questionado, Trump escreveu que as cédulas por correio resultariam em “eleições fraudadas” e citou o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, para criticar o método, embora outros estados também tenham utilizado votos por correio em suas prévias.

Bolsonaro também já esteve na mira de companhias de mídias sociais. Em 29 de março, o Twitter apagou duas publicações da conta de Bolsonaro por violarem regras da empresa. Nas mensagens, o presidente conversava com ambulantes e estimulava a reabertura de comércios, indo contra a orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde).

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