Governo dos EUA diz que Vivo descartará “fornecedores não confiáveis” de 5G no Brasil, “parece que não”

Vivo diz que vai usar Huawei
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Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na foto.
O governo dos Estados Unidos voltou a atacar a Huawei, desta vez atribuindo uma suposta opção do Grupo Telefónica de descartar a fornecedora chinesa, incluindo no Brasil, com a Vivo. Em comunicado publicado nesta quarta-feira, 24, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que várias operadoras estão optando por outras empresas para construir suas redes 5G, o que seria uma suposta tendência em “todo o mundo”.

Mike Pompeo diz que as operadoras estariam se tornando “Telecom Limpas” (“Clean Telcos”) ao permitir apenas “fornecedores confiáveis em suas redes 5G”. A mensagem diz, em tom alarmista, que “a maré está se voltando contra a Huawei, à medida que cidadãos de todo o mundo estão acordando para o perigo do estado de vigilância do Partido Comunista Chinês”.
De acordo com o secretário de Estado dos EUA, o “CEO e presidente José María Álvarez-Pallete López declarou recentemente que ‘a Telefónica tem orgulho de ser uma empresa 5G de Caminho Limpo. A Telefónica Espanha e o O2 (Reino Unido) são redes totalmente limpas e, em um futuro próximo, a Telefónica Deutschland (Alemanha) e a Vivo (Brasil) estarão sem equipamentos de fornecedores não-confiáveis'”. Na lógica do comunicado do governo norte-americano e dentro da doutrina de “Clean Telcos”, tecnologias não-confiáveis seriam as desenvolvidas na China

Lado Brasileiro
O tal “Caminho Limpo” (“Clean Path”), é, na verdade, uma outra proposta do governo norte-americano que se refere somente ao tráfego de 5G “entrando e saindo de instalações diplomáticas dos EUA”. Apresentada em abril, essa iniciativa de evitar fornecedores chineses já havia contado com a mesma citação ao CEO da Telefónica.

Até o momento, não foi possível confirmar se a declaração do executivo em relação ao grupo ou à Vivo é verdadeira, precisa ou qual o contexto. Mas a questão é que no último dia 9, o CEO da operadora brasileira, Christian Gebara, afirmou categoricamente: “Hoje nós temos a Huawei como fornecedor e cumprimos todos os protocolos de segurança locais e globais, o que nos dá segurança de que nada que a gente emprega da Huawei põe em risco a companhia ou os consumidores”.

A nota de Mike Pompeo estaria sendo traduzida e distribuída pela embaixada norte-americana no Brasil. O embaixador Todd Chapman já havia se manifestado ao jornal O Estado de S. Paulo nesta semana contra a presença da Huawei no País.

Pompeo cita ainda casos das operadoras Orange na França, Jio na Índia, Telstra na Austrália, SK e KT na Coreia do Sul, NTT no Japão e O2 no Reino Unido como as supostas Telecom Limpas. E aí, afirma que a Telefônica estaria fazendo o mesmo.

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