Minas Gerais o Isolamento meia cura vai precisar ser apurado

Minas Gerais o Isolamento meia cura vai precisar ser apurado
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Rede pública bate recordes de ocupação de vagas de UTI no estado (90,6%) e em BH (86%).
Na capital, prefeito antecipa que reabertura do comércio não prosseguirá e ameaça com lockdown

Minas rompeu ontem a barreira dos 90% de ocupação dos leitos de terapia intensiva do SUS, tornando o fantasma do colapso uma ameaça cada vez mais presente. Com a mais alta taxa de comprometimento dessas estruturas desde o início da pandemia, o estado enfrenta projeção de esgotamento completo das UTIs na rede pública amanhã, segundo o Centro de Operações de Emergência em Saúde. Das 14 macrorregiões sanitárias mineiras, apenas três não têm lotação superior a 70%, e em quatro não há mais estrutura de atendimento para pacientes mais graves.

Enquanto isso, dos 1.100 pedidos ao governo federal para habilitação de vagas para a COVID-19,só 328 (29,8%) foram liberados.

Minas Gerais
29.897 CASOS
720 MORTES

Com a propagação acelerada da doença pressionando a infraestrutura hospitalar, a tendência é de que mais cidades passem a recuar no processo de abertura do comércio. Ontem, o prefeito da capital, Alexandre Kalil, já sinalizou nesse sentido, ao afirmar que não dará prosseguimento à retomada da economia e reiterar a ameaça de lockdown, que representa o fechamento total da cidade. “O quadro vai piorar e pode subir. Nós nem cogitamos abertura nesta semana. Não temos a menor possibilidade”, disse. Ontem, ao atingir 4.667 casos e 96 mortos pela doença, Belo Horizonte também voltou a bater recorde de pacientes em leitos de UTI, com 86% de sua capacidade esgotada.

ISOLADOS
Fica a pouco mais de 50 quilômetros da capital o último foco de resistência ao avanço do novo coronavírus entre as 34 cidade da Grande BH. Taquaraçu de Minas (foto) ainda não registra entre seus cerca de 4 mil habitantes caso de contaminação pela COVID-19.

Taquaraçu de Minas -MG resiste ao Covid-19

A prefeitura considera que medidas duras de restrição ao comércio, suspensão das aulas e bloqueio ao turismo, somados à campanha de conscientização dos moradores sobre a importância do distanciamento social e sobre medidas de higiene, ajudam a explicar o bloqueio a doença. E não descarta apertar ainda mais as restrições.

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