Se as economias entrarem para “UTI financeira” todas ao mesmo tempo, pode faltar respiradores financeiro.

Se as economias entrarem para “UTI financeira” todas ao mesmo tempo, pode faltar respiradores financeiro.
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Em tempo de pandemia, todos os governantes estão focados no Vírus da China, e de como está afetando a sociedade. É certo que importante, e mais importante ainda, é não ser um país do samba de uma nota só. Esquecer ou ser mais conveniente, mostrar uma procuração excessiva em algo que a nós parece terrorismo da mídia, em mostrar a cada minuto, quantos infectados, quantos entrando para emergência, e quantos morreram, e que em dias sem pandemia morria muito mais gente, e o mundo nunca parou.

E quando, alguém se atreve a falar em economia, é a economia do Brasil, e esquecem que tudo acontece nos estados, e principalmente nas cidades, muitas das quais, nem beira os problemas dos grandes centros, mas são fundamentais também no desenvolvimento. Que antes da decretação geral e irrestrita das paralisações, e sem a mídia, é bem provável que nem saberiam que o vírus da china tinha chegado.

Assim sendo, neste momento é bom trazermos a tona um outro lado, o lado da economia dos estados, e acompanhar, o que a paralisação vai fazer, afinal se houver crescimento, mérito dos governadores, se entrarem para lista de infectados já começa ser complicado, agora se a economia for para na UTI, vai colapsar, porque não vai ter respirador financeiro para atender todos ao mesmo tempo.

Abaixo uma pequena explicação básica de como funciona o PIB, e os valores respectivos de cada estado, produzido pelo IBGE.

O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla contagem. Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

O PIB não é o total da riqueza existente em um país. Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional.

Na realidade, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.

E caso o PIB caia. um equívoco muito comum, e não lembrarmos que este resultado está intimamente ligado aos Estados e Municípios, e nos tira da responsabilidade, e ao cair, isto é um sinal, que os Estados e Municípios por alguma razão deixaram de produzir.

Assim vamos acompanhar os respectivos valores de cada Estado, e ver como a anda a carruagem.

O PIB do Brasil em 2019, por exemplo, foi de R$ 7,3 trilhões. No último trimestre divulgado (4º trimestre de 2019), o valor foi de R$ 1 892,7 bilhões. Veja abaixo uma tabela com o PIB das Unidades da Federação brasileiras.

Unidades da FederaçãoPIB%
Acre14.2710,22%
Alagoas52.8430,80%
Amapá15.4800,24%
Amazonas93.2041,42%
Bahia268.6614,08%
Ceará147.8902,25%
Distrito Federal244.6833,72%
Espírito Santo113.3521,72%
Goiás191.8992,91%
Maranhão89.5241,36%
Mato Grosso126.8051,93%
Mato Grosso do Sul96.3721,46%
Minas Gerais576.1998,75%
Pará155.1952,36%
Paraíba62.3870,95%
Paraná421.3756,40%
Pernambuco181.5512,76%
Piauí45.3590,69%
Rio de Janeiro671.36210,20%
Rio Grande do Norte64.2950,98%
Rio Grande do Sul423.1516,43%
Rondônia43.5060,66%
Roraima12.1030,18%
Santa Catarina277.1924,21%
São Paulo2.119.85432,20%
Sergipe40.7040,62%
Tocantins34.1020,52%

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